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Homens Que Somos

No Projeto “Homens Que Somos”, desenvolvemos um trabalho com rapazes que cumprem medida socioeducativa, jovens estudantes do ensino médio e homens adultos com o intuito de proporcionar um espaço para que possam ressignificar o conceito de ser homem.

Desta forma, esperamos romper com os estigmas de uma sociedade machista, passando pelo desafio de expressar sentimentos, entendendo que o ato de sentir não tem gênero.

Um dos momentos da ação constitui numa roda de conversa, usando a metodologia dos círculos de construção de paz, pautada nos princípios da Justiça Restaurativa. A ressignificação da masculinidade é trabalhada por meio de questionamentos e compartilhamento de experiências, buscando que os adolescentes sejam capazes de se enxergar além de estereótipos opressores, e com isso, não reproduzam atitudes opressoras.

Num segundo momento, os rapazes participam de uma oficina artística. Na edição de 2017 na socioeducação, eles foram convidados a expressar sua masculinidade repensada em um autorretrato em um espelho, por meio de assemblage (colagem em superfícies diversas e de objetos), sob a orientação da instrutora Marina Ramos.

Na edição de 2018 na socioeducação, foi realizada uma oficina de grafite, em que os instrutores João Marcos e Cleverson Pacheco explicaram sobre a arte e ensinaram os rapazes a manusear as latas de spray, para alcançar os diferentes efeitos desejados. Num muro da unidade em São José dos Pinhais, foi feito um grafite colaborativo, com dois rostos femininos com turbantes, que foram preenchidos por palavras escolhidas pelos jovens participantes da ação, com base nas discussões ocorridas durante a roda de conversa. No muro da unidade em Piraquara, foram feitos diversos símbolos, escolhidos pelos jovens, e a finalização foi realizada pelos instrutores da oficina.