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Eu Vejo Flores – Documentário

O documentário “Eu Vejo Flores” traz uma reflexão sobre o sistema penitenciário feminino, ampliando o espaço de voz das mulheres que se encontram privadas de liberdade.

Por meio de imagens e declarações de mulheres presas e de especialistas coletadas durante a execução de projetos do Instituto Aurora – um deles homônimo ao título do documentário – a proposta de “Eu Vejo Flores” é convidar o expectador a enxergar as histórias apresentadas com outros olhos, com outras lentes.

O lançamento do documentário foi no dia 06 de dezembro de 2018, e contou com duas convidadas especiais: Elizandra Coelho e a professora Priscilla Placha Sá.

Elizandra passou pela experiência do cárcere, está liberta há um ano e é a prova do poder de transformação de projetos que buscam resgatar a dignidade humana, alinhados com uma perspectiva restaurativa.  Ela compartilhou com o grupo experiências sobre violência dentro do cárcere e sobre como todas distanciam as pessoas privadas de liberdade de qualquer condição de ressocialização e transformação individual. Lembrou, porém, de como os projetos de educação e promoção em direitos humanos, como o “Eu Vejo Flores”, do Instituto Aurora (na época realizado em parceria com a PUCPR) foram responsáveis por ela ter acreditado que seria capaz de, ao estar livre, construir uma vida diferente.

Priscila é advogada e professora de Direito Penal na UFPR e na PUCPR. Também é especialista em Direito Criminal e trouxe ao grupo informações e reflexões sobre incoerências no sistema penal brasileiro e a respeito de juízos de valores que, como sociedade, fazemos sobre pessoas presas. Lembrou que, com isso, nos distanciamos da condição de quebrar o ciclo do crime e ressentimento.

Fotos do lançamento: Barbara Vanzo