30 novembro 2018 • Instituto Aurora

A Guerra Não Tem Rosto de Mulher

A dica de leitura de hoje é mais uma da Andrea Mayumi, jornalista e responsável pelo relacionamento com os voluntários do Instituto Aurora. Ela sugere o livro “A guerra não tem rosto de mulher”. Confere o que ela diz!

“Não estamos acostumados a pensar na presença feminina durante as guerras, mas elas existem. Na obra, ‘A guerra não tem rosto de mulher’, Svetlana Aleksiévitch reuniu depoimentos de mulheres que presenciaram a Segunda Guerra Mundial, na então União Soviética.

Há uma série de dificuldades enfrentadas por mulheres que decidem ir para o front. Desde o preconceito de gênero – indicando que seriam ‘delicadas demais’ para a batalha, até dificuldades de ordem mais prática. Como, a princípio, não eram esperadas para os combates, os uniformes eram todos pensados por e para homens. Assim, as vestimentas ficavam grandes, as botas eram vários números maiores e as roupas íntimas masculinas.

Ao retornar da guerra, enfrentavam ainda mais dificuldades e preconceito. Não eram consideradas ‘mulheres de verdade’ por muitos homens por terem servido e acabavam preteridas em relação às ‘garotas bonitas’, como afirmavam discursos da época. Além disso, anos depois, suas próprias memórias da guerra acabam desconsideradas pelo sexo masculino, sob a acusação de que ‘mulheres inventam histórias’ e ‘não sabem contar direito o que aconteceu’.

O que vemos no livro, é que as mulheres acabam não relatando apenas as conquistas e a vitória que viveram com a guerra, mas também os terrores e as questões mais cotidianas que enfrentaram: desde o choque por ver companheiros mortos, a sensação de atirar em alguém pela primeira vez, até a alimentação, os cortes de cabelo e as demonstrações de afeto. Por fim, fica claro perceber que a guerra é feita de pessoas e, em meio a todo o caos, ainda existe a humanidade”.

A sugestão no Instagram pode ser vista aqui.

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